Monday, April 7, 2008

Equipamentos



Você já pensou que um dia vai ter que saltar do avião que você embarcou quando nasceu?

Imagine a seguinte situação, você embarcou como passageiro da melhor companhia aérea que existe, a mais segura, com os funcionários mais realizados profissionalmente, com a melhor manutenção, com os melhores equipamentos e com a incrível estatística de ZERO atrasos, ou seja, garantia de uma decolagem e vôo seguro. Só um problema - a aeronave, depois de decolada, não pousa a não ser que o avião esteja vazio - resumindo, depois de embarcado você tem que saltar do avião quando chegar o seu momento.
Seguramente, você desejará o melhor pára-quedas, que o conduza a um pouso seguro, ou seja, um pára-queda que permita que você viva.
Sendo assim, vários tipos de equipamentos de segurança apareceram com o decorrer dos anos, todos prometendo algum tipo de proteção e/ou conforto, alguns com almofadas confortáveis, outros com fones de ouvido para músicas, outros com substâncias cheirosas, outros coloridos. No entanto todos, com exceção de um, tem um custo que deve ser pago no decorrer da viagem através de débito em sua conta corrente. No momento em que você adquire o novo equipamento, você assina um termo de responsabilidade, visto que não existem relatos de que os equipamentos tenham sido utilizados com sucesso, ou seja, nunca foi confirmada a sua efetividade.
Cabe lembrar, que os funcionários da companhia aérea ficam a todo instante da viagem oferecendo um simples pára-quedas, o qual foi projetado e testado pelo próprio filho do projetista e dono da aeronave e é oferecido gratuitamente para você, com uma única condição, que você leia o manual que está na sua poltrona, efetue você mesmo a dobragem do pára-quedas, pratique os procedimentos de segurança e compartilhe o seu conhecimento com os demais passageiros.
Alguns passageiros não confiam no equipamento simples e preferem pagar para utilizar os equipamentos mais modernos, estes até comentam que o pára-quedas da companhia está desatualizado, que os tempos são outros, que os equipamentos mais modernos são mais leves e não precisam ser dobrados, tem abertura automática, que o manual é bonito e hoje em dia deve ser lido como um livro de ficção, que o conteúdo dele não reflete a realidade da sobrevivência etc.
Os funcionários da companhia aérea e os passageiros que optaram pelo pára-quedas da companhia argumentam que a aeronave é a mesma, o material é o mesmo e os procedimentos do manual são os mesmos, que o ato de dobrar o pára-quedas é compensador e que é o próprio filho do dono quem produz os pára-quedas.
Sabe-se também que todos aqueles que leem o manual e verificam o pára-quedas da companhia, sempre o escolhem como equipamento de proteção, não param de ler o manual, estão sempre a aperfeiçoar o modo de dobrar o pára-quedas e compartilham os conhecimentos com os demais, aguardando o momento do lançamento com alegria.
No entanto, aqueles que não o escolhem ficam com receio de ter de sair da aeronave, passam o tempo de vôo preocupados em como diblar os funcionários e aproveitar das facilidades da primeira classe, olham o momento do lançamento como um terrível momento e fazem de tudo para ter o mais caro equipamento.
E você, qual a sua opção? Qual equipamento vai utilizar?
Quanto tempo de vôo ainda tem para o seu lançamento?
Se você optou pelo pára-quedas da companhia então você já deve ter lido os procedimentos de segurança. Como está dobrado os seu pára-quedas? Já verificou se esta igual ao do manual?
E os procedimentos, você já os praticou?
Com quantas pessoas você trocou conhecimentos?...

" Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim." João 14:6